Segundo domingo de agosto…

15 de agosto de 2016
Moda

Esse ano o segundo domingo de agosto teve um ar diferente… eu não estava triste, nem desanimada e muito menos me sentindo um peixe fora d’água em meio à todas aquelas declarações de amor que brotam nas redes sociais em datas comemorativas como essa.

Eu estava feliz e cheia de uma esperança que faz meu coração palpitar! Eu estava planejando palavras bonitas para escrever e homenagear alguém… dois “alguéns”. Porque afinal, a vida foi generosa e me deu 2 corações para amar nesse dia.

Uma mãe super-poderosa e protetora em tempo integral. Não há distância que reduza a sua capacidade de resolver todos os meus problemas.

E um pai, recém-chegado mas já querido e amado como eu nem imaginava que seria capaz.

Eu não sabia qual era a sensação de tê-lo, eu era tão bem resolvida e “forte” diante daquela ausência. Até o dia em que resolvi quebrar barreiras, abrir portas… até o dia em que ouvi “boa noite minha filha, um beijo no seu coração…”

Entendi tudo…

Domingos de agosto e de sempre agora tem um sabor todo especial!

<3

“O que não te desafia, não te transforma.”

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Viajar Cura!

9 de agosto de 2016
Comportamento, Viagem

Pode parecer clichê, blasé, prepotência e muitas outras coisas, mas é fato que viajar faz bem pro coração, para a alma e para a mente! Não importa se você vai para um fim-de-semana a 200km de distância, ou se vai cruzar o oceano… ter um tempo para respirar novos ares e pensar apenas em como a vida pode ser diferente em cada lugar, sonhar e refletir, isso é transformador.

No meu caso foi a viagem da minha vida, aquela com a qual eu sonhava desde os meus 15 anos de idade, e de tanto sonhar, tornou-se real! Até hoje ainda tenho dificuldade para acreditar que meus olhos viram tudo aquilo… Demorou 15 anos e valeu cada segundo!

Eu fui à Paris! (Agora é a hora que pode parecer arrogante)

Paris me curou de muitas formas… aquela cidade linda me fez perceber que eu estava muito focada no lado negativo de tudo. Aquelas pessoas sempre tão despretenciosamente arrumadas e estilosas, andando pra lá e pra cá de tênis e jeans skinny, me mostraram que menos é muito mais e eu não preciso me cobrar para estar sempre com a aparência impecável. Até porque eles me ensinaram que aparência impecável não tem nenhuma relação com aquela montação fashion que o mundo dos blogs traz pra minha vida.

Paris me lembrou um dos maiores prazeres que eu tenho: Sentar e tomar café apreciando a vida, a paisagem ou simplesmente a passagem do tempo. Eu amo café, mas nem pra isso a gente se dá tempo porque a rotina nos consome! Calma…

Paris me deu tapa na cara ao ser muito bem tratada por todos os franceses que cruzaram meu caminho… bom dia, obrigada, boa noite, olá tudo bem, a gente lembra mesmo de dizer isso para todo mundo ao longo de nossos dias corridos e agitados em busca de…. de quê mesmo?

Paris me trouxe até questionamentos e reflexões sociológicas, sim porque a frase “Estado de bem estar social” até então apenas decorada para as minhas provas na faculdade de Direito, começaram a fazer sentido quando eu observei na prática o modo de vida do francês.

Paris me mostrou que eu posso sim viajar pra um país desconhecido sem necessariamente falar o idioma local. Eu tinha um desespero de ir á França sem falar francês, e ainda mais estando com a minha mãe…. me sentia responsável por nós duas. Mas deu tudo certo! Sem arriscar, eu jamais saberia do que sou capaz.

Paris… foi certamente o melhor presente que a vida poderia ter me dado! Eu chorei vendo a Torre Eiffel…. eu viajei no tempo andando pelo Castelo de Versailles, e eu sonhei muito com aquela paisagem toda…

Viajar nos tira da realidade de uma maneira saudável, são dias em que você esquece dos problemas, das dores e dos sofrimentos para se divertir e contemplar um lugar diferente. São dias em que você agradece por cada segundo vivido e isso recarrega a nossa bateria da vida.

Voltei animada, esperançosa, querendo ser feliz e viver a vida de uma maneira cada vez mais leve… Paris me ensinou muitas coisas e quero dividir algumas aqui com vocês. Por isso vai ter uma série de posts aqui no blog (uns 2/3) contando mais detalhes desde o planejamento até o final da nossa estadia na minha mais nova cidade preferida do mundo!

“O que não te desafia, não te transforma.”

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Conjunto de coisas que me ajudaram a sair da inércia depressiva

4 de agosto de 2016
Comportamento

Nem só de terapia e medicamentos se faz uma volta por cima, hoje eu quero comentar com vocês como precisamos de um semi-exército da salvação para sair da deprê, rs. Minha caminhada talvez não esteja sendo exatamente igual a sua, mas vamos lá dividir emoções e quem sabe ainda assim você se identifica.

 Eu comecei indo a um médico psiquiatra, não sei se é esse o caminho certo, mas eu já fui pro “me dá um remédio, só não quero tarja preta”. E ele prontamente me atendeu, porém deixando claro que se eu precisasse de tarja preta, ele receitaria sim e eu precisaria entender que às vezes essa é a ajuda que nosso corpo precisa. Ok, aceitei. Contudo, o próprio médico me disse nessa primeira consulta que eu deveria ir direto a um psicólogo, pois apenas a medicação não iria resolver meu problema.

 E aí parti em busca do segundo profissional que me ajuda: Minha psicóloga querida! A gente cria um laço, engraçado, com uma pessoa que senta e te ouve por 1h toda semana… rs. Escolhi a pessoa que me atenderia no bom e velho boa a a boca, perguntei para umas amigas com quem elas faziam terapia, pensei e decidi. Foi, certamente, a melhor decisão que já tomei em toda a minha vida.

 Depois disso, voltei para uma rotina que antes eu adorava, mas naquele momento estava totalmente abandonada: Academia. Minha terapeuta identificou logo que a endorfina é um hormônio muito importante pra mim, a sensação de estar fazendo algo certo e bom pro meu corpo me deixa muito bem e essa foi uma das tarefas que ela me deu no começo do tratamento. Reestabeleci uma rotina de treinos e de fato tem sido essencial para a manutenção do meu humor e disposição. Já pensou em mexer o corpo para ajudar a mente? A ciência já sabe que isso funciona, e eu pude viver na prática para comprovar.

 Por fim, como um dos grandes dramas da minha vida é o desenvolvimento da minha carreira, o coach também entrou no time dos salvadores da Carol. Já estava fazendo em equipe por conta da minha empresa, mas agora faço também para meu desenvolvimento pessoal e individual. Não é possível tratar os dramas da vida, fazer academia, tomar remédio e ainda assim sentir-se perdida profissionalmente, que é uma área tão importante da nossa vida. Essa semana fiz meu primeiro encontro com a minha coach já dentro dessa nova perspectiva e agora é partir em busca de uma resposta que me deixe finalmente, 100% feliz com o que eu faço.

 Não tem fórmula milagrosa, mas sim uma equipe toda envolvida na recuperação desse ser humano que vos escreve. Não tem sido fácil, mas sim muito duro e cansativo. Repetições e mais repetições não só de abdominais, mas de pensamentos positivos, momentos de desânimo e novas tentativas.

 O que importa de verdade é tentar…. e enxergar quantas pessoas são importantes para que possamos ficar bem. Hoje escrevendo esse texto eu só pude agradecer a Deus por ter a oportunidade de ter esse time todo comigo! Não tinha me dado conta até colocar tudo por escrito sabe?

 Sejamos gratos… e reconheça a hora de pedir ajuda.

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Você não está sozinho | Explore os amigos que tem

30 de julho de 2016
Comportamento

Acho que por algum tempo os posts aqui do blog vão começar de maneira semelhante:

Naquele período tenso e desanimado da minha vida, uma das coisas que mais me torturavam era o fato de não sentir liberdade para contar nada para ninguém. Talvez por vivermos uma vida tão ocupada e cheia de trabalho, talvez por ter ouvido muitas vezes que “ninguém tem nada a ver com nossos problemas”, e com certeza MUITO pelo meu medo e preconceito de admitir a não perfeição da minha vida.

Eu me achava forte o suficiente para lidar com tudo sozinha, e mesmo quando comecei a perceber que não, pensava que chorar e me lamentar não levaria à solução. Tentava de todas as formas acreditar que sozinha, com a força da minha mente, eu sairia daquilo.

Não funcionou.

Na minha primeira sessão de terapia eu aliviei boa parte das angústias que estavam me deixando deprimida, chorei até não aguentar mais, soluçando feito uma criança e falei tudo para aquela pessoa estranha que estava ali apenas me ouvindo. Foi estranho e libertador ao mesmo tempo, eu admiti mentalmente que tinha sido uma decisão acertada e agora meus problemas estavam resolvidos porque a terapeuta iria me ajudar.

Mais ou menos. O que eu não sabia é que a terapia funciona não só para te fazer pensar, mas muito para te fazer agir. E logo nessa primeira sessão eu ganhei uma tarefa: “Contar para alguém”.

Ok, não deveria ser tão difícil assim… Lá fui eu contar para a primeira amiga. Além do choque dela, que eu já esperava, o que mais mexeu comigo foi a clara sensação de liberdade que eu senti ao admitir pela primeira vez em alta voz que minha vida não era perfeita como as pessoas achavam. Compartilhar meu problema abriu portas para eu conhecer as pessoas ao meu redor e garanto: Temos amigos melhores do que imaginamos, mas não usamos do seu potencial de amor e carinho por medo de incomodar.

Depois desse dia eu pude viver o mais puro e sincero amor de amigos… pessoas queridas, gentis e extremamente dispostas à ajudar estão comigo nesse momento, aliviando a minha dor e me oferecendo o melhor dos ombros. Desde gente que fez a faxina no meu ap novo, que carregou a mudança comigo, que me chama pra jantar pelo menos uma vez por semana, que lavou as minhas roupas enquanto eu não tinha máquina, que pagou o meu drink simplesmente para eu sair de casa e sim, amigo que me emprestou grana pra gasolina do mês… Quando eu imaginei que fosse ter tudo isso? Sinceramente nunca. E não porque precisava rever as amizades, mas sim porque vesti um personagem e não explorava o amor que tinha por perto.

Por isso hoje eu quero dizer para você ai que use e abuse dos amigos que você tem. Se eles não puderem estar com você num momento delicado e difícil da vida, certamente não são os amigos com quem você deve gastar energia e dedicar tempo da sua vida. Não tenha medo e nem vergonha, os amigos verdadeiros não nos julgam, ao contrário, são o colo no momento em que a “merda” explode. Amigos de verdade querem ver você sorrindo, sem se importar se a conta saiu do seu bolso ou do dele. Amigos de verdade choram de emoção ao ver a sua melhora e te incentivam a ir em busca dos seus sonhos mesmo que isso signifique ficar longe deles por um tempo. Amigos são uma das coisas mais valiosas que Deus nos deu. São os irmãos que pudemos escolher.

Seja amigo. Tenha amigos… divida sua dor. Você não está sozinho.

“O que não te desafia, não te transforma”

 

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Faça seu fim de semana feliz!

22 de julho de 2016
Comportamento

Depois da repercussão INCRÍVEL que o último post teve eu confesso que fiquei até com medo de escrever de novo e não ter todo aquele amor de vocês! #aloka (avisei que to carente? rs)

Mas sabe… foi tão bom compartilhar com vocês um pouco do que anda acontecendo comigo, tão libertador… adorei ler as mensagens, os comentários, os e-mails… não estamos só nesse mundo e sempre podemos encontrar alguém que passa ou passou por algo semelhante e dali tirar inspiração para levantar e dar a volta por cima.

E como hoje é sexta-feira, aquele dia abençoado por Deus, eu queria falar coisas que me ajudaram a voltar a ter dias felizes mesmo em maio ao caos.

Quando eu estava muito na merda, mas muito mesmo, não queria nem sair com as minhas melhores amigas porque não queria sair. Então criei forças e fiz alguns programas solitários… foi ótimo ter um tempo apenas comigo mesma. Tipo:

1) Fui andar de bicicleta na paulista num domingo de sol. Ninguém sabia disso até hoje, rs. A sensação de liberdade em andar de bike é uma delícia!! Eu me conecto comigo mesma, olho pro céu e agradeço… 1h de felicidade pura!

2) Fui a uma exposição sozinha. Aquela do Tim Burton… nem gostei, mas fui só e foi legal. Não tinha um amigo do lado para eu comentar as imagens, então refleti sozinha sobre o que podia ser, como aquele cara se sentia e etc.

3) Fui ao cinema sozinha. Quase dormi, mas queria ter essa experiência… não é o fim do mundo, não é depressivo, é só você vendo um filme sem um ombro do lado para encostar. Sobrevivi.

4) Fui à minha igreja. Das coisas mais importantes para meu fds ser completo e feliz, ir a igreja certamente era uma delas. Domingo era o dia em que meu corpo reclamava de levantar “cedo”, mas depois eu me sentia tão plena e feliz de estar naquele lugar que me enche de coisas boas, que valia a pena, E como tudo nessa vida, repetição levou ao hábito. Todo domingo agora eu esto lá… desde outubro/2015 eu não me ausento e se não fosse esse suporte espiritual, não sei se teria saído daquela fossa toda.

Não vou falar de religião por aqui, mas de fé e positividade sim… comprovadamente são coisas que nos ajudam a ter uma vida melhor, independendo do deus a que você se dirige.

Então aproveita que hoje é só o primeiro dia do seu fim de semana e programa para ter momentos felizes, de descanso do corpo e da alma…Eu tenho mais dicas de coisas que eu fiz e me ajudaram a melhorar, mas conto em outro post!

Bons dias felizes para vocês!

” O que não te desafia, não te transforma”

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